Notebook sobre mesa de madeira mostrando a página inicial de um site com a frase build your dream website
Foto: Carriza Maiquez / Unsplash

“Quanto custa um site?” é uma das perguntas mais buscadas por quem está abrindo ou organizando um negócio. A resposta honesta é: depende — mas depende de coisas que dá para entender e controlar. Este artigo explica o que define o preço de um site, de uma landing page e de um sistema sob medida, para você comparar orçamentos sem cair em armadilha.

Não vou colocar tabela de preço aqui, porque ela envelhece e engana. Vou mostrar como chegar no número certo para o seu caso.

Site, landing page e sistema: três coisas diferentes

Landing page é uma página focada em uma ação: pedir orçamento, agendar, comprar. Tem pouco conteúdo e muito trabalho de texto e conversão.

Site institucional tem várias páginas: home, serviços (idealmente uma página por serviço), sobre, contato, blog. O custo está na quantidade de páginas, no conteúdo e no SEO.

Sistema sob medida é software: tem login, banco de dados, regras de negócio. Um controle financeiro, um painel de vendas, um portal do cliente. O custo está na lógica e nas integrações.

Muita confusão de orçamento vem de comparar uma coisa com a outra.

Os 7 fatores que mudam o preço

1. Escopo: quantas páginas ou telas

É o fator mais óbvio. Uma landing page de uma seção é diferente de um site com quinze páginas de serviço. Num sistema, conte telas e perfis de usuário (administrador, funcionário, cliente).

2. Quem escreve o conteúdo

Texto é a parte mais subestimada. Se você entrega os textos prontos, o projeto anda mais rápido. Se o desenvolvedor precisa pesquisar, entrevistar e escrever pensando em SEO, isso é trabalho — e deve estar no orçamento, de forma explícita.

3. Design: modelo pronto ou próprio

Tema pronto custa menos e fica parecido com mil outros sites. Design próprio custa mais e deixa sua marca reconhecível. Existe meio-termo: um sistema de design simples aplicado a componentes já testados.

4. Integrações

Formulário que manda e-mail é simples. Formulário que cria o cliente no CRM, gera cobrança e avisa no WhatsApp é outra conversa. Em sistemas, integrações com ERP, bancos, emissão de nota fiscal e APIs de terceiros costumam ser a maior parte do esforço.

5. SEO técnico

Um site que precisa aparecer no Google exige trabalho que não se vê: pesquisa de palavras-chave, estrutura de páginas, dados estruturados, sitemap, velocidade, imagens otimizadas. Pergunte se isso está incluído — muitos orçamentos baratos simplesmente pulam essa parte.

6. Hospedagem e custos recorrentes

Aqui estão as surpresas. Some, por ano:

  • Domínio (.com.br tem custo anual baixo)
  • Hospedagem (de zero, em plataformas como Cloudflare, até mensalidades altas em servidores gerenciados)
  • Licenças de plugins, temas ou ferramentas
  • E-mail profissional
  • APIs pagas (mapas, IA, WhatsApp oficial)

Um site estático bem feito pode ter custo de hospedagem perto de zero. Um sistema com banco de dados e muitos usuários vai ter custo mensal — e tudo bem, desde que esteja claro antes.

7. Manutenção e suporte

Software não é obra pronta. Atualizações de segurança, ajustes de texto, novas funções. Combine por escrito: o que está incluído, quanto custa a hora extra e qual o prazo de resposta.

Como comparar dois orçamentos

Coloque lado a lado e confira:

  • O que está incluso: número de páginas, textos, imagens, SEO, formulário, analytics
  • O que está fora: tudo que não está escrito, para você, está fora
  • Propriedade: o domínio e o código ficam no seu nome? Você recebe acesso?
  • Tecnologia: é algo que outro profissional consegue manter?
  • Custos recorrentes: valor anual estimado de tudo
  • Prazo: com entregas parciais ou só no final?

Um orçamento mais barato que não inclui SEO, deixa o domínio no nome do fornecedor e usa uma plataforma fechada costuma sair mais caro em dois anos.

Sinais de alerta

  • Preço fechado sem nenhuma pergunta sobre o seu negócio
  • “Site pronto em 24 horas” com SEO incluso
  • Domínio registrado no CPF ou CNPJ do fornecedor
  • Mensalidade obrigatória sem explicar o que ela cobre
  • Nenhum exemplo de trabalho anterior que você consiga visitar

Dúvidas que sempre aparecem

Vale mais a pena pagar mensalidade ou pagar uma vez? Para site, quase sempre pagar uma vez e ter o código é melhor: a hospedagem pode ser barata e você não fica preso. Para sistemas, uma mensalidade de suporte faz sentido quando cobre algo concreto — atualizações, backup monitorado, um número de horas de ajuste por mês.

Dá para começar pequeno e crescer? Dá, e é o que eu recomendo. Uma landing page bem feita hoje pode virar um site com páginas de serviço e blog daqui a seis meses, sem jogar nada fora, se a base técnica for boa desde o início.

Construtor de sites resolve? Para testar uma ideia, sim. O limite aparece em velocidade, SEO fino, integrações e no custo mensal que nunca acaba. Se o site é canal de venda importante, vale ter algo seu.

E se eu já tenho um site? Muitas vezes não precisa refazer tudo. Uma auditoria técnica mostra se o problema é velocidade, estrutura de páginas, conteúdo ou só configuração — e o preço muda bastante conforme a resposta.

Como eu monto uma proposta

Na primeira conversa eu pergunto o que o site ou sistema precisa resolver, quem vai usar e como você mede sucesso. Em até três dias úteis você recebe uma proposta com escopo, prazo, preço fechado, custos recorrentes estimados e o que fica de fora. Domínio, código e acessos ficam no seu nome.

Você pode ver trabalhos reais no ar, como os sites da Hook Engenharia e da CLENU, e projetos abertos no meu GitHub. Saiba mais sobre criação de sites e landing pages, sistemas sob medida ou peça sua proposta.

Tem uma tarefa que você repete toda semana?

Me conta qual é. Em 20 minutos de conversa eu digo se dá para automatizar, quanto tempo leva e quanto custa — sem compromisso.

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